Crimes de colarinho vermelho em www.oinsurgente.org
Sexta-feira, 31 Agosto 2007 (13:44)
“O Estado português está a combater de forma adequada a criminalidade associada a organizações de extrema-esquerda?” pergunta o Insurgente.
Obviamente que não. Basta ir à Festa do Avante no próximo fim-de-semana para toda a gente ver a céu aberto os ilícitos que por ali se praticam. Pólen, bolota, erva, ácidos e até umas caixas de Havana Reserva que vieram dar, ilegalmente, e sabe Deus como, à baía do Seixal. E o que é que as forças de segurança fazem? Nada. E o que é que o ministro da Administração Interna tem a dizer sobre o assunto? Nada de nada.
E os acampamentos de Verão do Bloco? Aquilo é coisa de criminosos pestilentos! Mal uma pessoa começa a montar a tenda, tem logo de recorrer à bomba anti-asma antes que uma nuvem de fumo psicotrópica nos mande para o hospital com uma paragem cardio-respiratória. E, devido à distância entre os acampamentos e os hospitais distritais, o mais certo é bater a bota ainda no interior da ambulância.
Eu, por mero acaso, até sobrevivi. Mas e os outros? Quantos vidas ainda terão de ser ceifadas para que os crimes de extrema-esquerda acabem na barra do tribunal?
Democracia, João Pedro Pais e Mafalda Veiga
Sexta-feira, 31 Agosto 2007 (10:14)
Não raras vezes dou por mim enrolado em discussões teóricas, mais ou menos inflamadas, acerca das virtudes (ou da falta delas) da democracia representativa. Na verdade, são um bocado cansativas estas contendas, com um gajo a arrastar a voz, já imperceptível, pela madrugada fora (o que é óptimo quando começam a escassear os argumentos) e a fazer um esforço desmedido para soletrar Proudhon e não Preud’ Homme.
E, no fim, depois de tanta dedicação à causa, é sempre a merda de um empate técnico, “pronto, essa é a tua opinião, não é?…mas olha que eu cá continuo na minha!”. E um gajo, invariavelmente, percebe que perdeu ali uns bons pares de horas em que se podia ter dedicado a actividades bem mais produtivas como conquistar a Liga dos Campeões no Championship Manager 6 ou arrastar-se do Bairro até à Bica e daqui até ao “greg” final no terraço do Lux. Pronto, são opções.
Mas é justamente quando nos estamos a borrifar para tudo, preocupados apenas em fazer contas à vida e aos trocos para mais um KGB, que os mistérios da existência nos devolvem a fé e o alento perdidos. E foi o que me aconteceu quando soube que o “Lado a Lado” chegou ao primeiro lugar do Top de vendas nacional. Se o João Pedro Pais e a Mafalda Veiga são o melhor que os portugueses ouvem, não é preciso explicar por que razão o Sócrates e o Cavaco são o melhor que a democracia (representativa) consegue arranjar, pois não?

