Hitler em hora de ponta
Quinta-Feira, 6 Setembro 2007 (09:18)

(picado no Gosto Disto)
O metro cheio em hora de ponta. Para o bem e para o mal que não há decote avantajado que faça esquecer o odor pestilento da fusão a frio de Brut e colónia Adidas que tresanda na carruagem. A obra alquímica estranha-se e entranha-se inevitavelmente, substituindo-se às últimas moléculas vivas de O2 respirável. Mais uma paragem e, entre os passageiros recém-chegados, há uma nova fragrância susceptível de rivalizar com torpor olfactivo a vagar na carruagem. Uma essência a cavalo morto diligentemente apurada por uma salinidade robusta de sovaco mal lavado habita a carcaça jovem de um viadante que tiras umas notas soltas de Rão Kyao na esperança de que a colecta pública lhe permita abastecer a garrafa de litro meio de água com sabor (na ausência do caramelizado de pêssego e limão, a opção foi um tinto rançoso e avinagrado, mas pujante em vida microbiótica). Tenta uma e outra vez, mas ninguém parece ter a bondade de o “auxiliare”. Permanece, no entanto, indiferente face à insensibilidade do público, já que parecem existir preocupações mais prementes a ocuparem-lhe o espírito. Compõe o rabo de cavalo e o chapéu à Jim e grita uns impropérios na direcção da janela, “Filhos da puta que só me dão o telemóvel na terça-feira”. Esquece por momentos os filhos da puta que lhe lhe querem cercear o acesso ao mundo da globalização e volta-se para uma criança que traz a mãe pela mão. Um estrépido de sons esganiçados e metálicos evoca as aparições televisivas de Donald, o Pato, reminiscências da época em que o Júlio Isidro conseguia prender a miudagem um domingo inteiro à frente da televisão. Mas o cérebro ainda em formação do petiz desconhece que existem outros mundos em expansão e contracção para lá do universo plano e açucarado de Morangos e Floribella, olhando estupefacto para o interlocutor como se estivesse na frente de uma entidade alienígena. Um último trago no Tinto Reserva Cooperativa Piedense e o homem abandona por fim a carruagem. Regressa a essência almiscarada a Brut e colónia Adidas. E, após uns breves minutos de raivoso preconceito mascarado de silêncio, regressam também as conversas entre os passageiros.
- Viste isto?…Estamos a precisar de um novo Hitler!
- (O outro abana a cabeça e suspira com desdém) Pois era pá, isto é o caos…O Marquês de Pombal também não era mau…
- Esse também foi um grande homem!
- E um homem de coragem!
Mais uma paragem. O primeiro interlocutor avança para a porta e faz sinal ao outro, que parece algo renitente.
- Embora, Manel…vamos ali ao mata-bicho…
- Tá bem, pronto! Se tem que ser…tem que ser!
BBBBBBOOOOOOOOOOMMMMMMMMMM!
Digo mais, e cito TV7dIAZ: “Sol na Moleirinha”
Hitler em hora de ponta no metro (destino baixa-chiado) repleto de judeus… hitler nem lingua teria para um bigode daqueles representado na imagem.
Grande Post! Absolutamente Magnifico! Nenuco encontras-te a tua vocação….. lol …. escrever claro! lol :)
Bem sorry…. queria escrever “encontraste”. Ups! LOL
[...] Esta imagem vem do blog Gosto Disto via Link Permanente para Hitler em hora de ponta [...]
kakakakaka…….lol…lol…lol
que foto horivel hahaha
HITLER IS A FUCKING GAY!!
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LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
LLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
[...] Ajatella jos Hittis olisi vaihtanut tukkastailia kuin Beckham. Tai viiksien asentoa. Miten siinä olisi käynyt? Brändi olisi lähtenyt seilaamaan. Ihan takuulla. Lopuksi hätkähdyttävän eroottishenkinen (ei turvallista katsottavaa avotoimistoon saatika lapsille) hitlerinviiksikuva. Löytyi kissan viikset. Eikun Hitlerin. [tuoltapa tuolta] [...]