Da educação

Sexta-feira, 6 Outubro 2006 (15:19)

A minha sobrinha não vê a “Floribela” (a sério, tentei convencê-la a cantar o “Pobrezinha em Ouro” e a miúda não foi capaz de trautear mais do que verso e meio). Não vê porque foi educada de acordo com valores que escasseiam no resto dos catraios (não sei se esta palavra não é mil vezes pior do que “petizes”). Aprendeu o princípio da coerência com os avós, segundo o qual o aparelho de televisão deve estar sintonizado, excepto em dias de Glorioso, na TVI das 9h00 à 1h00. No Colégio Bom Sucesso conheceu a Palavra do Senhor, que tem o exclusivo dos milagres na Terra, o que impede, desde logo, a “Flor” de falar com árvores. As amigas mais velhas, de estirpe seleccionada, mostraram-lhe a verdade irrefutável de que o gel da crina do gajo dos D’ Zert é mais “cool” do que o champô de camomila do expressivo Diogo Amaral. E com o tio foi iniciada na filosofia grega e a sua Estética, que desaconselha vestidos e saias que parecem os jardins da Madeira numa tarde soalheira.

floribella.jpg

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2 Respostas to “Da educação”

  1. CoxaLouca said

    Presumo que os pais a terão ensinado a andar de bicicleta…

  2. nenuco said

    Muito bem, Drª Watson. Sempre observadora…

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