Desejo um bom 2007

Sexta-feira, 29 Dezembro 2006 (12:43)

– Aos leitores habituais
– Aos visitantes ocasionais
– Aos revolucionários
– Aos conservadores
– À esquerda fundamentalista
– À direita fundamentalista
– À esquerda fundamentada
– À direita fundamentada (seja isso o que for)
– Aos anarquistas
– Aos apolíticos
– Aos inclassificáveis
– Aos místicos sem religião
– Aos religiosos sem mística
– Aos provedores de jornais e televisões
– Aos aprovadores de blogs, discussões intelectuais e reuniões de condomínio
– Às beatas dos blogs
– Aos blogs de beatos
– Ao novo centro comercial em Fátima (a inaugurar, espera-se, durante a visita de Bento XVI)
– À Fátima do comércio tradicional
– Ao Carlos Castro
– À Margarida Rebelo Pinto
– Ao túnel do Marquês
– Ao Rivoli sem La Feria
– Ao La Feria com Rivoli (e com Carlos Castro e Margarida Rebelo Pinto na assistência)
– A todos os portugueses nascidos em Badajoz
– A todas as portuguesas que abortaram em Badajoz
– Ao Manuel João Vieira (se for mesmo a eleições em 2011)
– Ao Alberto João Jardim (se também for a eleições em 2011)

– E ATÉ ao José Sócrates, ao Pacheco Pereira e aos escribas de O Insurgente, Dia D e Atlântico…
(Se isso não significar NOVOS DESPEDIMENTOS COLECTIVOS SEM JUSTA CAUSA, DESMOBILIZAÇÕES DE EMPRESAS SEM JUSTA CAUSA, FUSÕES (A QUENTE E A FRIO) SEM JUSTA CAUSA, CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS A CUSTO ZERO, GUERRAS PREVENTIVAS SEM JUSTA CAUSA, NOVAS CONTAS NA SUÍÇA SEM JUSTA CAUSA, BENEFÍCIOS FISCAIS A BANCOS SEM JUSTA CAUSA, VOOS ILEGAIS DA CIA SEM JUSTA CAUSA, IMPOSTOS ARBITRÁRIOS SEM JUSTA CAUSA, SAÚDE EM BOLSA SEM JUSTA CAUSA, ETC, ETC)

Breve bestiário das atrocidades liberais…ou o paradoxo

Quinta-feira, 28 Dezembro 2006 (11:27)

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“Atrocidades liberais? Isso é um paradoxo”

Miguel em http://www.oinsurgente.org

1. “A sociedade transcontinental Walt Disney manda fabricar pijamas e outro vestuário infantil, ornados com o célebre rato, entre outros em sweat-shops (em oficinas de suor) na ilha de Haiti. O presidente-director-geral da sociedade chama-se Michael Eisner (…) Eisner ganha por hora 2783 dólares americanos. Uma operária haitiana que cose pajamas da Disney ganha 28 cêntimos à hora. Para ganhar o equivalente do rendimento horário de Eisner, a operária de Port-au-Prince deveria trabalhar 16, 8 anos sem parar.
Mas Eisner não se contenta com este salário mirífico. No mesmo ano, mete ao bolso igualmente acções no valor de 181 milhões de dólares. Esta soma seria suficiente para manter vivos 19 000 trabalhadores haitianos e respectivas famílias durante catorze anos. As operárias e os operários haitianos da Disney recebem salários escandalosamente baixos, sofrem de malnutrição e vivem na miséria”

2. Marc Rich, cidadão americano, belga e espanhol, é um dos cidadãos mais ricos do planeta. Este multimilionário é um trader, um especulador em matérias-primas de toda a espécie (…) Durante dezassete anos, Rich foi procurado pela justiça americana por uma profusão de delitos que, muitas vezes, implicavam a exploração de pessoas desfavorecidas ou a colaboração com estados terroristas. Em 1983, o tribunal do Southern District de Nova Iorque tinha-o inculpado de racketeering. Durante o apartheid, Rich teria abastecido o regime racista em petróleo, violando quotidianamente o embargo decretado pela comunidade das nações. O regime da Coreia do Norte, o tirano de Belgrado, os mullahs do Teerão – todos sob o embargo internacional – teriam sido abastecidos em bens estratégicos por Rich. Por diversas vezes, a Suíça recusou a extradição pedida pela justiça americana. Milagre.
Outro milagre aconteceu em Janeiro de 2001: três dias antes de deixar a Casa Branca, o presidente Bill Clinton agraciou o predador. A Time Magazine explica: ‘Rich fora perseguido em cinquenta e um negócios que iam da evasão fiscal a práticas de racket (…) A ex-esposa acaba de doar 450 000 dólares à Biblioteca Presidencial do Arcansas”.

3. “Em Marraquexe, os estados dominantes do Norte haviam prometido aos estados do sul a liberalização rápida dos mercados agrícolas. Nada foi feito. Nem em Singapura, nem em Seattle, nem em Doha, nem aquando de qualquer outra Conferência de Comércio. A maior parte dos produtos agrícolas do Sul continua excluída dos mercados ricos do Norte. E os estados do Norte continuam a despejar a sua sobreprodução agrícola para o Sul, mediante subsídios astronómicos para a exportação (…) Um único número: em 2002, os estados da OCDE pagaram aos agricultores 335 000 milhões de dólares sob a forma de subsídios para a produção e a estabilidade dos preços. Como é que o camponês congolês, boliviano ou birmanês se poderia safar nestas condições? É por isso que os países do Terceiro Mundo não têm qualquer hipótese de conseguir que os seus produtos – que não são porém muitas vezes os seus únicos bens de exportação – tenham acesso aos mercados do Norte.”

Jean Zigler, Os novos senhores do Mundo e os seus opositores

Por estas, e por muitas outras, meu caro Palmeira, irei continuar a dizer que o Insurgente, os Dias D’s e as revistas Atlânticos deste mundo são uma grandecíssima MERDA

ASSINADO: Nenuco (se isso deixa alguém mais descansado, Nuno de baptismo e Costa de herança; mas poderia chamar-me João, Jacinto ou José, que era igual para o caso vertente; como irrelevante o facto de ser jornalista, pois se fosse um qualquer Fiel Jardineiro ou assistente de call center, os problemas em discussão não sofreriam alteração na mais pequena vírgula; se algum João ou José, armado em Pacheco Pereira, gostar das regras by the book é melhor lembrar-se que elas já foram escritas e que a nenhum de nós nos foi dado a participar na redacção das mesmas…logo, valem o que valem…e cabe-me o direito de respeitá-las ou não)

Mamas Grandes Grátis

Quarta-feira, 27 Dezembro 2006 (12:09)

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Fonte: Toni Rebel

Crise na Indústria

É com sentido pesar que constato a falta de condições de trabalho da nova geração de actrizes de filmes para adultos. Na minha saudosa adolescência, habituei-me a ver a Ginger Lynn e a Tracy Lords confortavelmente recostadas no banco de pele de um Ferrari enquanto um símio monossilábico lhes fazia a revisão completa. Agora, as desgraçadas têm de mudar o óleo em Peugeot’s e gravar os takes artísticos em vivendas que seguem a escola arquitectónica da Marisol e Mem Martins. E só estou preocupado com isto porque não pode haver pior indicador da crise económica do que a falta de glamour de uma produção hardcore. Isso e a falência do imaginário erótico dos novos adolescentes.

4 Mamas 1 Carro

A boa notícia é que o bar de alterne O Calor da Noite e a Peugeot, numa joint-venture inédita em Portugal, estão a fazer uma promoção verdadeiramente de arromba. Para fazer face à publicidade negativa de Carolina Salgado – sim, é verdade, agora qual é o benfiquista ferrenho que vai continuar a manter elevados os níveis de testerona se souber que a cada cinco minutos pode dar de caras com o Reinaldo Teles – cada cliente que consumir dois pares de mamas na mesma despesa terá direito a um Peugeot 307. Agora, já percebi a razão de toda a gente na família ter trocado de carro neste fim-de-ano. Afinal, se calhar, já não vou comprar o Smart.

1 Português 4 Mamas 500 mil Carros

Acordei hoje com a notícia de que um português pode estar a caminho da fábrica da Peugeot de Vigo. Disse de mim para mim que o conselho de administração da empresa não poderia ter feito melhor escolha. O mais provável é que a marca deixe de fabricar as 500 mil viaturas a que está habituada a produzir por ano, mas para os administradores e directores da Peugeot de Vigo agora é que vai começar o forrobodó. E as duas meninas das fotos vão constituir o primeiro item na agenda de trabalho do alto quadro português.