Breve bestiário das atrocidades liberais…ou o paradoxo

Quinta-feira, 28 Dezembro 2006 (11:27)

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“Atrocidades liberais? Isso é um paradoxo”

Miguel em http://www.oinsurgente.org

1. “A sociedade transcontinental Walt Disney manda fabricar pijamas e outro vestuário infantil, ornados com o célebre rato, entre outros em sweat-shops (em oficinas de suor) na ilha de Haiti. O presidente-director-geral da sociedade chama-se Michael Eisner (…) Eisner ganha por hora 2783 dólares americanos. Uma operária haitiana que cose pajamas da Disney ganha 28 cêntimos à hora. Para ganhar o equivalente do rendimento horário de Eisner, a operária de Port-au-Prince deveria trabalhar 16, 8 anos sem parar.
Mas Eisner não se contenta com este salário mirífico. No mesmo ano, mete ao bolso igualmente acções no valor de 181 milhões de dólares. Esta soma seria suficiente para manter vivos 19 000 trabalhadores haitianos e respectivas famílias durante catorze anos. As operárias e os operários haitianos da Disney recebem salários escandalosamente baixos, sofrem de malnutrição e vivem na miséria”

2. Marc Rich, cidadão americano, belga e espanhol, é um dos cidadãos mais ricos do planeta. Este multimilionário é um trader, um especulador em matérias-primas de toda a espécie (…) Durante dezassete anos, Rich foi procurado pela justiça americana por uma profusão de delitos que, muitas vezes, implicavam a exploração de pessoas desfavorecidas ou a colaboração com estados terroristas. Em 1983, o tribunal do Southern District de Nova Iorque tinha-o inculpado de racketeering. Durante o apartheid, Rich teria abastecido o regime racista em petróleo, violando quotidianamente o embargo decretado pela comunidade das nações. O regime da Coreia do Norte, o tirano de Belgrado, os mullahs do Teerão – todos sob o embargo internacional – teriam sido abastecidos em bens estratégicos por Rich. Por diversas vezes, a Suíça recusou a extradição pedida pela justiça americana. Milagre.
Outro milagre aconteceu em Janeiro de 2001: três dias antes de deixar a Casa Branca, o presidente Bill Clinton agraciou o predador. A Time Magazine explica: ‘Rich fora perseguido em cinquenta e um negócios que iam da evasão fiscal a práticas de racket (…) A ex-esposa acaba de doar 450 000 dólares à Biblioteca Presidencial do Arcansas”.

3. “Em Marraquexe, os estados dominantes do Norte haviam prometido aos estados do sul a liberalização rápida dos mercados agrícolas. Nada foi feito. Nem em Singapura, nem em Seattle, nem em Doha, nem aquando de qualquer outra Conferência de Comércio. A maior parte dos produtos agrícolas do Sul continua excluída dos mercados ricos do Norte. E os estados do Norte continuam a despejar a sua sobreprodução agrícola para o Sul, mediante subsídios astronómicos para a exportação (…) Um único número: em 2002, os estados da OCDE pagaram aos agricultores 335 000 milhões de dólares sob a forma de subsídios para a produção e a estabilidade dos preços. Como é que o camponês congolês, boliviano ou birmanês se poderia safar nestas condições? É por isso que os países do Terceiro Mundo não têm qualquer hipótese de conseguir que os seus produtos – que não são porém muitas vezes os seus únicos bens de exportação – tenham acesso aos mercados do Norte.”

Jean Zigler, Os novos senhores do Mundo e os seus opositores

Por estas, e por muitas outras, meu caro Palmeira, irei continuar a dizer que o Insurgente, os Dias D’s e as revistas Atlânticos deste mundo são uma grandecíssima MERDA

ASSINADO: Nenuco (se isso deixa alguém mais descansado, Nuno de baptismo e Costa de herança; mas poderia chamar-me João, Jacinto ou José, que era igual para o caso vertente; como irrelevante o facto de ser jornalista, pois se fosse um qualquer Fiel Jardineiro ou assistente de call center, os problemas em discussão não sofreriam alteração na mais pequena vírgula; se algum João ou José, armado em Pacheco Pereira, gostar das regras by the book é melhor lembrar-se que elas já foram escritas e que a nenhum de nós nos foi dado a participar na redacção das mesmas…logo, valem o que valem…e cabe-me o direito de respeitá-las ou não)

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7 Respostas to “Breve bestiário das atrocidades liberais…ou o paradoxo”

  1. Nenuco…

    Ignora, man!

    Se, em pleno Verão, estiveres no quintal a almoçar uma bela sardinhada e não tiveres qualquer forma de acabar com o mosquedo, o que fazes? Vais ter uma indigestão? Vais matá-las com os pimentos da salada? Não… IGNORA-AS!

    Deixa de comprar o Público à Sexta, o que farias por causa do Y, só porque é quando sai a DIA D, escreve ao director (fascista, ok), a dizê-lo! Confronta-os com os prejuízos de 200% e incute-lhes responsabilidades por isso! Diz que ninguém tem paciência para ver uma manchete “Os Portugueses que Conseguem Poupar” para, no artigo em si, figurar um casal com um ordenado conjunto 5 mil euros (explícito, ainda por cima).
    Diz-lhes que o mui respeito que se lhes deveria ter por serem mais (ou não) profissionais que tu se deve unica e exclusivamente ao facto de terem lambido avidamente alguns pares de testículos (isto é figurativo) para poderem admirar e gabar aos jantares de redacção o seu novo plasma (comprado a crédito, pois então, três vivas ao liberalismo económico), imagina que se tivesses lambido a tomatada ao ex-acessor do outro já serias outro, numa revista importante ainda que panfletária e com um ordenado e costas maçónico-protegidas que te permitiriam todo o conforto de uma identidade nos teus posts, por mais humanamente chocantes que fossem!

    Não te conforma saber que todos aqueles que foram partidários de uma causa que era a “mais confortável” na altura engoliram, invariavelmente, o grosso mastro da bandeira que os ventos contrários derrubaram? Olha que o meu tio era o Pide mais rico da Cova da Piedade e na própria noite de 26 ficou sem poder dar-me priminhos, ante a serenidade dos GNR que exclamavam: “ah, deve ser uma hérnia inguinal”!

    Mantém-te fiel ao que acreditas e não balances conforme aquilo que aches que te poderá garantir um futuro confortável mas com um amarguinho de boca de quem se trai a si próprio!

    Mais vale um blogue à namorado da outra do Rio do Moiro porque sim do que um Insurgente porque assim-assim

  2. Palmeira said

    Ena ena, se eu não me conhecesse até pensaria ao ler-vos que sou um fascista disfarçado… mas vamos ao que interessa, Cassete Palmeira strikes again:

    Nenuco, que eu me lembre nunca chamaste “monte de merda gorda”, “rainha dos travecas” ou “paneleiro do caralho” ao Carlos Castro, pois não? Se o fizesses, podes crer que eu me insurgiria.

    Ainda não percebeste do que estou a falar?

    Eu concordo com (quase) todas as tuas tomadas de posição, my friend, apenas acho que o (mau) uso de insultos “obscenos” tira toda a razão ao seu enunciador, por melhores que sejam os seus (outros) argumentos. E não gosto de ver um amigo sair mal de uma discussão apenas porque não se aguentou e mandou alguém levar no cu lá pelo meio. É o tipo de fraqueza que acaba com qualquer debate, por melhores que sejam os teus argumentos.

    Qual é então o bom uso dos insultos “obscenos”, perguntas tu malandro?

    É o correcto, respondo eu misterioso.

    E porque é que o teu não é correcto?

    Porque não tem (mesmo) nada a ver com o que está a ser discutido, porque escrever não é o mesmo que falar, porque não acrescenta nada ao teu ponto de vista e porque te desacredita aos olhos de quem te lê e não te conhece. Eu disse televisão como poderia dizer um tribunal, uma assembleia municipal (que não na Madeira) ou uma conferência sobre ovnis. São coisas que dirias (em plena posse das tuas capacidades) nesses locais?

    “A blogosfera é o reino da liberdade”, dir-me-às tu. Pois eu digo-te que as regras do diálogo intelectual saudável, i.e., que pretende acrescentar algo ao que já existe, são iguais em todo o lado, seja qual for o meio. Posso ter lido muitos books, mas não sei de que book falas.

    E só mais uma coisa aí para a malta da mosca no pimento: o verdadeiro lutador assume-se, e é ao fazê-lo que se sabe não estar ele a pensar num “futuro confortável”. Ou estarei outra vez a ver e ouvir mal?

    Um guerrilheiro sim, camufla-se, muda de identidade, assina com vários nomes, tudo em prole da revolução. Agora eu, tu, ele? Se a guerrilha se resume a umas coisitas que se escrevem aqui e ali, muito disfarçadas, então digam-me para que serve o anonimato. Para a máquina do capital não nos atropelar? Se de tal temos medo, então é porque uma parte daquilo que ela nos proporciona não nos desagrada assim tanto.

    Quantos de nós viveriam por convicção no mato?
    Hein?

  3. ah…

    então tá bem.

    Mas continuo a achar que o “palhaço” representado pelo Manuel João (Lello Minsk e Orgasmo Carlos) e toda a verborreia de que faz uso são mais necessários, dignos e artisticamente louváveis (logo, contemporaneamente mais válidos), que qualquer frase ou linha (que eu tenha lido até agora), dos gajos do insurgente. E o facto de desempenharem funções onde quer que seja não os torna superiores, porque se é para lermos daquilo, então prefiro direccionar os meus beijinhos para a careca do velho que colhe as batatas que como. Moralmente (ainda que cada um tenha a sua – Moral, portanto), chocam, com assaz violência, quem tem mais que razões para acreditar (por experiência própria e cada vez mais e nós não estamos livres, man) que todas as novas formas de fascismo (e as mais clássicas, também) são hediondas. Aqueloutro chocará, porventura, uma ou outra beata de Braga.

  4. Toni Rebel said

    Mai nada Palmêra,

    Como eu te entendo e contra mim falo(e tenho consciência disso).

    :)

  5. nenuco said

    Amigos Bambi, Palmeira e Toni,

    Embora não actuem na mesma banda, tocam a mesma música. Por isso, estão todos igualmente convidados para um último concerto neste meu ciclo de comments. É que, após um jantar e muitos posts depois, já não espero que percebam as minhas posições. Respeitá-las já não seria mau.

    1. Antes de passar à parte das “obscenidades”, convém esclarecer que estas não foram descontextualizadas, mas sim enquadradas na apresentação de argumentos válidos, quer do ponto de vista racional quer do ponto de vista do questionamento dos valores em discussão, nas discussões que travei com os “colegas” do Insurgente (ainda estou à espera de resposta para saber a razão dos insurgentes conhecerem melhor o que se passou no Chile do que Gabriel García Marquez, Noam Chomsky ou Juan Vives; ou porque razão é possível conciliar a mensagem de Cristo com o liberalismo selvagem; ou a prova de que os modelos económicos em vigor não provocam desigualdades sociais).

    2. O tom, conceito, gravidade e dimensão dos que é considerado insulto é obviamente subjectivo. Afirmar que Pinochet “salvou” o Chile ou que “Salazar é um dos maiores políticos portugueses de sempre” são insultos, na minha opinião – e, pelos vistos, na opinião das diversas pessoas que subscrevem as minhas “obscenidades” – muito mais graves e demenciais do que classificar alguém, pelas suas ideias, como uma “grandecíssima merda”. E, como não deve ser difícil perceber – penso eu – há muitas formas, linguísticas e estilísticas – de chamar “merda” a alguém. Por exemplo, a meu ver, e digo isto conscientemente, colocar uma frase do Carlos Castro em epígrafe, é mil vezes pior do que associá-lo a qualquer tipo de bosta. Ou quando faço uma piada a ridicularizar a Margarida Rebelo Pinto, obviamente estou a apequená-la de forma bem mais veemente do que se a descrevesse meramente como uma “grandecíssima merda”. Ao contrário dos exemplos referidos pela Bambi, aqui os adjectivos “obscenos” são aplicados a indivíduos no contexto do absurdo das suas ideias, pensamentos ou obras. Nesse sentido, parece-me unânime chamar “merda” a crápulas como Saddam Hussein, Hitler, Estaline, Pinochet ou Salazar. Ou a quem subscreva o seu ideário. E, por último, sabes qual é a razão do Francisco Louçã e do Paulo Portas não se mandarem à merda mutuamente quando têm uma câmara de televisão? Cinismo e convencionalismo social. Os votos e os ditames da simpatia popular falam mais alto.

    3. Utilizar humor, ironia, violência, vernáculo e o insulto é uma metodologia habitual nas mais variadas formas de intervenção artística, cultural e social. A este propósito apetece-me lembrar Henry Miller: “Estou honestamente convencido de que o medo e o horror que o obsceno inspira, particularmente nos dias de hoje, deriva mais da linguagem utilizada do que do pensamento. É como se lidássemos aqui com tabus primitivos. O facto de certas palavras, certas expressões, geralmente – mas nem sempre – associadas ao sexo, terem passadas a ser consideradas “proibidas” é, no fundo, perfeitamente enganador. Aqueles a quem estes símbolos escritos chocam, desgostam, ferem ou horrorizam estão familiarizados com eles na língua falada. Todos ouvimos diariamente essas expressões “indecentes”, “ordinárias”, “feias”, do berço à sepultura. Como e porquê, então, não nos tornámos imunes a elas? Que sortilégio possuem, de que não sabemos proteger-nos. Mas porque há-de a literatura ser mais sacrossanta do que a fala? Não será a escrita uma outra forma de fala?”. Pelos vistos, não sou o único a não diferenciar a escrita e a fala. Tal como o “O Meu Pipi” não o fez quando “insultou” Vasco Pulido Valente. Ou como os poetas beatnick não faziam quando dardejavam impropérios aos presidentes Johnson e Lyndon. Ou como o Lello Minsk (vulgo Manuel João Vieira) ainda na terça-feira passada não fez quando decidiu lançar vitupérios a algumas figuras públicas da nossa praça. Em face do exposto, fica claro que os códigos de conduta e os parâmetros de quando é correcto ou não recorrer ao “obsceno” não são definidos por ti, pelo Pacheco Pereira, pelo Pulido Valente, pelo Insurgente ou pela bagagem cultural a que estão engajados (consciente ou inconscientemente).

    4. Quanto ao anonimato, existem dois pontos distintos a esclarecer. O primeiro é que parece claro que assumir a identidade não constitui um problema como o comprovam os posts em que assinei com o meu nome de baptismo. Como já disse, e volto a repetir, se tomei esta posição em revistas e jornais, estarei à vontade para o fazer num blog. Agora, tal facto não significa que o faça para agradar A ou B ou para satisfazer códigos morais e éticos de discussão que considero falaciosos e artificiais. O segundo ponto refere-se à também falaciosa, artificial e ilusória sensação de que assumir uma identidade é condição sine qua non para actuar em sociedade. Não passa do mito moderno de que somos todos cidadãos em igualdade de circunstâncias e com as mesmas possibilidades de intervenção. Não somos. Se a Bambi disser ao Jacques que ele é uma merda é despedida; se tu tivesses chamado incompetente ao presidente do Instituto do Livro perdias a avença; se um ucraniano nas obras disser ao construtor que lhe paga uma miséria à hora que ele é um filho da puta vai recambiado por Kiev enquanto o FDP esfrega um olho. Logo, actividades sob anonimato são necessárias, legítimas, e nalguns casos até urgentes, para contrabalançar o gritante desequilíbrio e assimetria de poderes. São, no fundo, o efeito natural e lógico entroncado em causas mais profundas, radicadas em bastiões e muralhas de poder, que deixam o grosso dos cidadãos nos arrabaldes desse mesmo poder. E as actividades de guerrilha têm mais gradações e filtragens do que o mero quadro clássico do combatente barbudo no meio do mato. Mais uma vez, as “coisitas” escritas aqui e ali têm a dimensão que cada um de nós lhes quiser dar. Há, naturalmente, quem prefira as regras da Atlântico e do Dia D.

    5. Outro mito moderno é o de que algumas das conquistas modernas são um exclusivo e uma conquista do liberalismo económico. Ora, a par do trabalho desenvolvido nos sistemas de defesa de diversos países, várias núcleos universitários trabalham, desde os primórdios da Internet, justamente para que as redes computacionais permitam aos cidadãos um meio e um veículo de comunicação que não seja controlado por cartéis económicos, sujeito a ditames corporativistas ou a códigos morais comprometidos com lógicas culturais pré-estabelecidas. Isso faz dos seus subscritores “comunistas”, “perigosos terroristas” ou “revolucionários de esquerda” que desprezam o conforto dos bens materiais? Só na cabeça dos gajos do Insurgente. Ninguém de bom senso poderá desprezar o progresso tecnológico e o bem estar material das sociedades “democráticas”. Mas subscrever o melhor de uma sociedade não equivale a legitimar o seu pior. E uma economia selvagem e sem freios, como a que vigora nos actuais modelos dos países do Primeiro Mundo, acaba por limitar a liberdade e a qualidade de cidadania da maioria dos indivíduos.

    6. Sei bem que o matemático Kurt Godel demonstrou que qualquer preposição pode ser contrariada e, como tal, poderemos alongar este debate ad eternum. Antes que isto se arraste ao infinito, e sem a pretensão de que querer ditar o que é ou não correcto acerca de qualquer discussão (intelectual ou não), finalizo a minha participação nesta troca de argumentos com mais uma citação de Henry Miller (a propósito do uso de “obscenidade” nos seus livros) “…atrevo-me a dizer que por muito vil, sujo, escabroso, escatológico ou obsceno que seja um livro, se servir a causa da vida, se tomar por alvo o cancro que está a minar o coração do mundo, é um bom livro, um livro virtuoso, um livro sagrado. Dizê-lo imoral, chamar-lhe pornográfico ou obsceno é como falar de cuspo a propósito da bomba de hidrogénio”.

  6. Toni Rebel said

    Já disse isto uma vez e nunca é demais!

    Viva a LIBERDADE!

    Gosto de Vocês todos, como o são.

    Não temos que concordar uns com os outros, nem de aceitar todas as conclusões individuais.

    É bom cada um de nós ter a sua consciência e estar preparado para ouvir tudo (não é concordar com tudo o que ouvimos).

    O Mote é bom o resto são detalhes.

    PRONTOS E PORTANTOS

    MAMAS GRANDES (pretas ou não)!!

  7. Bambi said

    nenuco, como não gostas da nossa música, fica sabendo que vou arrumar o acordeão. entretanto, vou ver se arranjo alguém famoso para reforçar a banda, que isto de dar concertos a três (ainda por cima pindéricos comandados pela falácia e convencionalismo sociais) não vai levar-nos a lado nenhum…

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