Desejo um bom 2007

Sexta-feira, 29 Dezembro 2006 (12:43)

– Aos leitores habituais
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– À esquerda fundamentalista
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– À esquerda fundamentada
– À direita fundamentada (seja isso o que for)
– Aos anarquistas
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– Aos religiosos sem mística
– Aos provedores de jornais e televisões
– Aos aprovadores de blogs, discussões intelectuais e reuniões de condomínio
– Às beatas dos blogs
– Aos blogs de beatos
– Ao novo centro comercial em Fátima (a inaugurar, espera-se, durante a visita de Bento XVI)
– À Fátima do comércio tradicional
– Ao Carlos Castro
– À Margarida Rebelo Pinto
– Ao túnel do Marquês
– Ao Rivoli sem La Feria
– Ao La Feria com Rivoli (e com Carlos Castro e Margarida Rebelo Pinto na assistência)
– A todos os portugueses nascidos em Badajoz
– A todas as portuguesas que abortaram em Badajoz
– Ao Manuel João Vieira (se for mesmo a eleições em 2011)
– Ao Alberto João Jardim (se também for a eleições em 2011)

– E ATÉ ao José Sócrates, ao Pacheco Pereira e aos escribas de O Insurgente, Dia D e Atlântico…
(Se isso não significar NOVOS DESPEDIMENTOS COLECTIVOS SEM JUSTA CAUSA, DESMOBILIZAÇÕES DE EMPRESAS SEM JUSTA CAUSA, FUSÕES (A QUENTE E A FRIO) SEM JUSTA CAUSA, CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIOS A CUSTO ZERO, GUERRAS PREVENTIVAS SEM JUSTA CAUSA, NOVAS CONTAS NA SUÍÇA SEM JUSTA CAUSA, BENEFÍCIOS FISCAIS A BANCOS SEM JUSTA CAUSA, VOOS ILEGAIS DA CIA SEM JUSTA CAUSA, IMPOSTOS ARBITRÁRIOS SEM JUSTA CAUSA, SAÚDE EM BOLSA SEM JUSTA CAUSA, ETC, ETC)

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7 Respostas to “Desejo um bom 2007”

  1. ozcz said

    Obrigado!
    Um bom ano para ti e para os teus!

  2. Bambi said

    nenuquinho, a tua ironia está a falhar! Esqueceste-te de desejar boas festas aos bloggers que se julgam vítimas de comentários moralistas. tcz, tcz, tcz! ’tá mal!

  3. Palmeira said

    Caro Nenuco:

    Concordo plenamente contigo: eu poderia continuar indefinidamente a tentar explicar-te o meu ponto de vista e tu mesmo assim não ias percebê-lo, continuarias a achar-me um beato serôdio. Vai daí, termina aqui a minha cruzada, com um medley especial para ti.

    Última alfinetada no ego: se, um exemplo, tu fosses o Henry Miller e o Banhadas o Manuel João, eu teria ficado calado. Por aqueles serem cidadãos respeitáveis ou opinion makers?

    ERRADO!

    Por terem obra feita, inquestionável. Corajosa. Coerente. Assumida. Íntegra. É isso que lhes dá o direito (e subsequente “respeito”, conceito pelos vistos muito meu e conservador, esquece lá a malta do hip-hop) de dizerem o que lhes apetece. Deves conhecer a biografia do Henry Miller tão bem como eu, por isso não te vou dar muitas lições: o homem passou fome e abandonou mulher e filhos, perdeu empregos e amigos e a publicação dos seus livros foi proibida enquanto tal foi possível porque ofendia a moral vigente. Ele tinha mesmo que escrever o que queria escrever, e mais não digo. Queres comparar? Tu não estás a ofender a moral vigente, estás a ofender pessoas (caga lá no Salazar e no Pinochet, ok?, que não é deles que eu estou a falar) directamente e com pouco fundamento, eu incluido porque resolvi virar-me para ti. O Manuel João passou o concerto a insultar pessoas? Ah, pronto…

    Os exemplos que me dás são todos de artistas (romancistas, poetas, músicos) que viveram segundo as suas convicções e passaram mal por isso, aliás, não queriam saber de passar mal, queriam exercer plenamente a sua liberdade a qualquer preço.

    Tu vives plenamente de acordo com as tuas convicções? Ou apenas usas um blog onde assinas como uma personagem anónima para dizeres aquilo que pensas a quem te apetece, e que não sabe quem tu és? “Que mandem um e-mail a perguntar”. Afinal, se está para lá um e-mail é para isso.

    Mas se eu não chamo incompetente ao director do IPLB, também não o vou fazer para um blog onde não assino com o meu nome (completo), no máximo faço-o no café, e mesmo assim upa upa… É essa a diferença entre mim e ti.

    Desengana-te se pensas que te ando a perseguir ou censurar. Mas o meu código moral diz-me que o insulto gratuito, frequente e despropositado significa descrédito, e em última instância monólogo, seja em público ou em privado. Andas aí a colar cartazes, a graffitar paredes, a partir cabines telefónicas? És sócio da Abril em Maio? Fizeste ao menos a merda dum fanzine? Não. Escolheste o meio mais fácil e impune para desabafar as tuas raivas. E nada mais. É legítimo. Mas questionável se será útil para além do nosso pequeno universo de amigos e conhecidos. É essa a minha visão, muito pessoal talvez, do publicável: a hipótese de acrescentar algo de único ao ruído global, a bravura de assumi-lo em público que leva as pessoas ao teu encontro, a capacidade de mover quem não te conhece pelo poder de um texto… algo que tu tão bem tens exercido e conseguido nestas respostas que me tens dado!

    E prontos. Já chega disto. Venha de lá essa Raposeira, e um bom ano para ti também. Garanto-te que não voltarei a este assunto em 2007.

    Um grande abraço e obrigado por me responderes. Muitas vezes é mesmo o mais difícil de fazer.

  4. Eu acho que um Bom Ano para “eles” significa um pior ano para nós!

  5. freaky said

    Palmeira, desculpa mas não resisto: “GET A GRIP”!!!!!!! De resto, Feliz ano 2007 para ti e para a excelentissíma Bambi.
    Nenuco, meu grande friend e ex-chief um grande bem-haja para ti e a inegualãvel five stars.
    Beijos para todos da Koffi Anette aka freaky

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