febre de sábado à tarde

Sábado, 20 Janeiro 2007 (20:31)

museu_da_cidade

Era um rapaz passivo. Aceitava tudo o que vinha dos chefes. Porém, como era bajulador, incomodava.

Cortaram-lhe a língua: deixou de elogiar.

Depois cortaram-lhe os dedos. Deixou de escrever textos laudatórios.

Foi num desses dias que, com a cabeça a bater numa mesa — em código morse — ele disse, para os seus chefes:

— Mais uma como esta e perdem um amigo.

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«O amigo» de Gonçalo M. Tavares n’ O Senhor Brecht [Caminho: 2004]

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