BCP lança OPA ao Serviço Nacional de Saúde

Domingo, 21 Janeiro 2007 (11:57)

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Depois de terem comparecido sem aviso prévio à assembleia geral do BPI, Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto apareceram de surpresa na reunião superior do Ministério da Saúde que sentou à mesma mesa Correia de Campos e os administradores de todos os hospitais integrados no Serviço Nacional de Saúde. O presidente do conselho superior do banco justificou a inusitada visita com o objectivo de lançar uma OPA ao SNS, um plano estratégico há muito definido como prioritário pelo grupo económico que lidera e pela Opus Dei, a instituição religiosa que governa os objectivos prioritários de Jardim Gonçalves. “Com esta OPA, poderemos libertar o Estado dos pesados encargos com as despesas de saúde e liberalizar um sector em défice acentuado”, explicou o presidente do conselho superior do BCP.
Só que o Muito Barulho descobriu que a intenção velada de Jardim Gonçalves é deter uma posição maioritária do SNS e impedir a realização de abortos em hospitais públicos caso a despenalização seja sufragada no próximo dia 11. Com a liberalização total da saúde em Portugal, os abortos serão realizados apenas em clínicas privadas e sem subvenção estatal, de modo a que esta prática continue a perpetuar-se de forma anónima e apenas por mulheres de contextos sociais realmente impeditivos (consultar ANEXO I). Três filhas, quatro primas e duas netas de Jardim Gonçalves já estão na lista de espera do aborto medicamente assistido. Ainda por sugestão de João César das Neves, todas as mulheres católicas não excomungadas que recorrerem ao SNS para terem as suas crianças, e conta aberta no BCP, poderão receber um telemóvel grátis (consultar ANEXO II)

ANEXO I
Constam deste anexo cidadãs que preencham os seguintes requisitos:

– Portadoras de problemas de flatulência cuja gravidez possa provocar situações embaraçosas nas festas de aniversário da Kapital
– Empresárias de sucesso que de desloquem com frequência ao estrangeiro
– RP’s e decoradoras de interiores que se desloquem com frequência para fora de Lisboa
– Hospedeiras que façam pelo menos uma viagem por mês à Madeira
– Empresárias de sucesso, RP’s e decoradoras de interiores cujo nascimento de mais um filho obrigasse à dispersão do património familiar
– Mulheres de empresários de sucesso cujas actividades gimno-desportivas impeçam uma real atenção ao agregado familiar

ANEXO II
As cidadãs católicas que tiverem filhos ao abrigo do SNS, e conta aberta no BCP, podem escolher um dos seguintes aparelhos:

– Nokia: 6280, N70, N90, 62xx
– Motorola: V550, C650
– Siemens: C65, CX65, C60, CV65, MC60, M55
– Sony-Ericsson K700i, T610, K500i, T630, T230, K300i
– Samsung X450, C100, E310, E330, X640, E700 / Sharp GX15, GX25

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2 Respostas to “BCP lança OPA ao Serviço Nacional de Saúde”

  1. Duarte said

    Tendo em conta aquilo que se passa neste País fico com uma dúvida sobre este texto:
    É ficção ou realidade?

  2. nenuco said

    Uma ficção que não tardará a tornar-se realidade.

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