Espadinha, Victor #$$$$# O Romance de uma Vida

Terça-feira, 31 Julho 2007 (10:26)

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Apresentadora boa ma memo boa
– Costuma dizer-se que para nos sentirmos realizados temos de plantar uma árvore, ter um filho e…

Victor Espadinha
– E escrever um livro.

Apresentadora boa ma memo boa
-Pois…e escrever um livro.

Victor Espadinha
– É. E eu já fiz tudo.

Apresentadora boa ma memo boa
– Ah, muito bem! Então e que livro é este? É um romance?

Victor Espadinha
– É. É o romance da minha vida, em que eu sou a personagem principal.

Apresentador bronco ma memo bronco
– Mas este romance é uma espécie de livro de memórias, não é? O Victor decidiu escrever as suas memórias, foi isso?

Victor Espadinha
– Bem, na verdade, não fui eu que escrevi o livro…quem escreveu foi um colega vosso da concorrência. É que ele escreve melhor do que eu.

E foi assim que tomei conhecimento de que o grande Victor Espadinha se havia abalançado nessa estóica e nobre arte de escrever sem escrever. Um romance que o não é. Um escritor que não escreve. E um livro para leitores que não lêem. Mas há mais. O magnífico livro, que tem tanto de obra editorial como uma rolo de papel Renova, traz um extra que o não é. Um CD com as melhores músicas do cantor que canta ainda pior do que escreve.

Esta noite
No teu peito
A viagem sem regresso
O tempo que eu perdi
Poema de Florbela
Não posso viver sem ti

Esta noite vamos dançar
Corpo no corpo
Uma música
E a vida vai mudar
Só tu mais ninguém
Perdidamente a te amar

Esta noite
Vamos dançar
Corpo no corpo
Uma música
E a vida vai mudar
Só tu mais ninguém
Perdidamente a te amar

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Profetas à parte…

Quinta-feira, 26 Julho 2007 (19:43)

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Há muitas coisas que me irritam por aí. Os putos aos gritos na praia e os pais com excesso de fleuma britânica – olha que giro, está a fazer birra – irritam. Os tipos a deitar latas e garrafas para o chão, irritam. A imoralidade dos políticos e a amoralidade de quem vota neles, irrita. O caos urbanístico do Algarve, em que esterqueiros coabitam ao lado de greens para all-turistas, irrita e provoca irrupções cutâneas. Os tipos e as tipas que vivem obcecados pelos telemóveis, carros, salários, ganho mais do que tu, fodo mais do que tu, cago mais caviar do que tu, irritam. Mas até se dá o desconto. Afinal, cada um é como cada qual e não nos compete a nós arrogarmos que possuirmos a verdade nem andarmos por aí a tentar acordar o mundo. Para eles, nós também seríamos alienígenas, caso conseguissem soletrar a palavra. Mas o que me irrita mesmo são os tipos que andam para aí, que lêem umas coisinhas, estilo a Y e a Visão de fio a pavio, mais uns livros muito outsider, geralmente de poetas bêbados norte-americanos, que devoram filmes coreanos, porque a Europa está démodé e os norte-americanos são incapazes de se erguer além do maniqueísmo dos super-heróis da Marvel, que recebem a Cool todos os dias no email para saberem o que realmente está a dar a noite, cujo gosto – ou sensibilidade – é apenas uma colagem de rótulos supostamente undergroud, andarem por aí a pregar sobre o que é Cultura ou o Amor à Arte. Se gostam tanto de ARTE, não se preocupem tanto com o que os outros consomem. Se gostam tanto de CULTURA, não andem por aí a tentar dividir o mundo entre os dignos de aceder a esse universo, cujos códigos confesso desconhecer, mas acho que têm, acima de tudo, a ver com critérios quantitativos (menos é mais), e aqueles que não percebem nada disso, mas têm a mania. Esses profetas da cultura têm, no mínimo, o dom da clarividência! Desconfio sempre de quem diz que ‘sem música não respiro’, que ‘este autor revelou-me a verdade’ ou ‘só vejo bons filmes no King’. Acima de tudo, desconfio de quem está demasiado preocupado em apregoar que gosta. Quem realmente gosta, antes de mais, desfruta da cena. Acho eu…

Na época passada

Quinta-feira, 26 Julho 2007 (11:44)

Na época passada a curva (claque, torcida, arruaceiros, etc…) de Alvalade cantava uma melodia dedicada ao Simão e saía desta maneira (em coro) das garagantas dos répteis leões:
ai eu vi o Simão no sexy hot a levar no pacote.

Simão salvou-se; já não vestirá de rosa…