Famalicão-Lisboa-Famalicão

Segunda-feira, 16 Julho 2007 (00:17)

Consta que algumas pessoas de veia maledicente e aspiração iconoclasta tentaram apequenar o feito de António Costa em Lisboa só porque este decidiu deixar de fora dos festejos os seus apoiantes alfacinhas, tendo preferido a companhia de eleitores de autarquias tão díspares como Alandroal, Celorico da Beira ou Famalicão. Deveras preocupado com a injustiça de eventuais acusações de “populismo barato”, decidi avançar com as respostas às FAQ’s que neste momento poderão estar a fervilhar em certos espíritos de índole anti-democrática.

1. Por que razão os itinerários de todos os operadores de excursões de terceira idade incluíam o Hotel Altis em Lisboa como destino final e não Fátima como costuma suceder habitualmente?

R: Porque o milagre de Fátima parece uma brincadeira de crianças em comparação com a promessa de António Costa de acabar com as dívidas de Lisboa.

2. Existe algum indício anómalo no facto de nenhum dos excursionistas entrevistados saber que as viagens em que estavam inscritos acabavam inevitavelmente na sede do PS?

R: Claro que não. Por motivos alheios aos operadores, todos os autocarros com proveniência de Celorico, Alandroal e Famalicão avariaram, por mera coincidência, a poucos metros do hotel onde de encontrava António Costa.

3. Mas não é estranho que os excursionistas tenham acabado a noite a gritar “PS” e com bandeiras na mão quando o que estava previsto era um piquenique junto ao convento de Mafra?

R: Sim. Seria estranho, não fosse o facto do Convento de Mafra ser habitado por ratazanas de metro e meio que decidiram sair à rua no mesmo dia em que estava prevista a chegada de alguns grupos de excursionistas de meia idade. Naturalmente, assim que António Costa teve conhecimento do sucedido não hesitou em oferecer a sua sede de campanha para dar abrigo a todos os idosos que viram o seu passeio domigueiro interrompido abruptamente. Então, mas isso era motivo para acabarem o serão a gritar “PS”? Claro, então o homem tinha acabado de lhes salvar a vida. Só quem não fez a tropa em Mafra é que não sabe o que é ser atacado por uma criatura daquele porte.

4. Algum dos sexagenários presentes na festa do PS tinha a antiga quarta classe completa?

R: Não. Um dos excursionistas tinha o curso comercial, mas esse facto não parece ter atrapalhado o almoço das ratazanas que andavam a monte. Prontamente, António Costa disponibilizou-se para entregar à família da vítima uma chave da cidade como forma de homenagem póstuma.

5. Será que a presença de cidadãos de outros círculos eleitorais na festa do PS de Lisboa pode ser encarada como uma manobra de populismo barato?

R: Jamais. O populismo barato é um conceito associado a políticos hábeis. E toda a gente sabe que isso é coisa que não existe no PS.

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4 Respostas to “Famalicão-Lisboa-Famalicão”

  1. Miguel said

    Fez-me lembrar aquelas manifestações “expontâneas” na antiga Europa de Leste….

  2. nenuco said

    Eu achei bastante “expontâneo” o senhor com o garrafão de tinto!

  3. Kapa said

    Que mal tem os homens com a 4ª classe?!
    Masoca da régua e trauma da cana curta.. só pode!

  4. nenuco said

    Easy, com os traumas de guerra, man…O problema não é a 4ª classe, até podiam ter um doutoramento ou uma agregação em astrofísica…o problema é aqueles homens, e mulheres, serem usados como animais amestrados num circo de 5ª categeoria, a que se convencionou chamar política. E ter a 4 ª classe, não sendo condição imprescindível, em certos casos ajuda…

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