Sporting 0 Glasgow 2

Sexta-feira, 11 Abril 2008 (08:18)

1ª Parte

Biajy, ou como é que aquilo se chama, uma molhanga verde, em honra ao nosso Sporting que, afinal, nestes dias somos todos portugueses, uma saladinha de alface, cebola e tomate, tipicamente paquistanesa, obviamente!, e, por último, uma valente pratada de grão com especiarias e arroz basmati (acho que desta acertei no nome). Levo à boca a última garfada e digo de mim para mim: Diaz, esta vai ser a última banhada da minha vida! Nesse mesmo instante, o homem entra-me, afanoso, por ali a dentro. Justiça lhe seja feita: afinal, houvera um mal-entendido de SMS’s. Pronto, a culpa é dos telemóveis e não contem mais comigo para alimentar o mito.Último lance a assinalar na primeira parte: a menina que me vendeu a Bimby também foi ao jantar, o que,  por momentos, me deixou deveras preocupado: afinal, a porra da máquina de mil euros não é capaz de fazer os biajys e os basmatis que me apetecerem? Não, afinal, a jovem estava  ali pela mesma razão que eu: petiscar qualquer coisa num restaurante exótico (fiquei a saber que o dito até já saiu na Timeout) antes de seguirmos para a festa da FHM.

 

2ª Parte

Devo confessar que sou um privilegiado. Afinal, fui um dos restritos dez mil portugueses que tiveram acesso a um convite para a festa mais badalada da cidade. Quanto à festa, nem sei o que vos diga! Havia gajas boas? Havia! Boas mas mesmo boas? Não. Contam-se pelos dedos de uma mão as mulheres realmente dignas desse nome que os meus olhos puseram a vista em cima. Pode ser defeito ou feitio, mas aquelas melenas platinadas, aqueles micro saias de folhos e aquelas botas em bico não são bem o meu estilo. Quer dizer, a menos que às ditas micro saias viessem associadas uma Mónica Belucci ou uma Kate Moss, o que, estranhamente (tendo em conta o gabarito da dita revista), não foi o caso.Então, saí frustrado da festa? Nem por sombras. Pela primeira vez na minha vida, vi ao vivo e a cores um dos meus ídolos de adolescência. O inefável e inadjectivável (porém, adjectivante) Gabriel Alves, acompanhado por uma das tais platinadas de micro saia e bota de bico. O homem que há coisa de década e meia fez o relato do jogo mais memorável da história do futebol nacional: o igualmente inefável 6-3 no saudoso velhinho estádio de Alvalade. E lá pensei que não há mesmo coincidências! Afinal, o destino tinha guardado para o fim o melhor da festa. No dia em que o Sporting fazia história, tive o privilégio de me cruzar, eu e mais dez mil portugueses, com o mais carismático comentador desportivo de todos os tempos. Obrigado Gabriel! E obrigado Sporting. Que nisto de competições europeias, não me canso de repetir, somos todos portugueses. Por isso,  há que prestar a devida vénia aos clubes cá do burgo. Muitíssimo obrigado, Paulo Bento. E que contes muitos anos de vida ali pr’ os lados de Alvalade. 

 

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2 Respostas to “Sporting 0 Glasgow 2”

  1. Espalha Brasas said

    Convite: quarta-feira jogo da taça em minha casa, Mafra. Não é assim tão longe, vá. Não tenho bimby, mas arranja-se qualquer coisa. A saloia cozinha uns petiscos.

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