Crónicas por

Rui Lemos

monte

——————————————————

 O Nosso Homem em Angola

Um patrício entre duas pátrias, em viagem pelas terras da Rainha Ginga, acampando de Norte a Sul ao sabor da nostalgia. Espionagem, erotismo, jornalismo e poesia em doses imoderadas e pinceladas de dialecto: os registos de um olho clínico com conjuntivite. Uma metamorfose ambulante.

——————————————————

ceu

[Algures em Novembro…]

Oi Mano, ové chichiua?

Só cheguei hoje da primeira aventura a sério aqui pelas Angolas. Fui à Foz do Rio Cunene e vi que não tinha a ideia dum país tão imenso… É uma viagem de 740 km que mais parece um estúdio de cenários de cinema, de 10 em 10 minutos estás a levar com mais um cenário descomunal de formacões rochosas, montanhas gigantes de pedra e autênticas florestas de welvichias mirabillis, tudo monstruoso, a estrada entre o Lubango e o Namibe, que é uma cidade cheia de cores à beira do Atlântico, é dos maiores espectáculos naturais que já vi in loco. O Tombwa é outra cidadezinha completamente no meio do deserto mas, por incrível que pareça, muito verde e como o Namibe, muito colorida… Fiquei estupefacto com o que vi, mas a bandeira do MPLA sobre um vento forte num pau de aspecto frágil numa zona onde num raio de 200 km não vi vestígios humanos, encheu-me as medidas…
Saímos do Lubango às 6 da manhã e chegámos às 21h, era de noite e apesar da lua quase cheia não me apercebi bem da morfologia envolvente, mal sabia eu o espectáculo matinal que me estava reservado. Acordei muito cedo, aliás, aqui em Angola acorda-se muito cedo, e deparei-me com três mega cenários distintos, se de um lado tinha uma paisagem lunar, do outro tinha um rio imenso e prateado  ladeado de dunas enormes da parte Namibiana, olhavas noutra direcção e vias esse mesmo rio, envolvido em vegetação verdinha a entrar em todo o seu esplendor no Atlântico, é uma cena sem palavras, um ambiente belo mas altamente agressivo em termos de clima… mas mesmo perante uma dose destas de espectáculo natural, ainda a coisa que mais me surpreendeu foi o cozinheiro que levámos fazer uma das melhores caldeiradas que já comi, ao ar livre, no carvão, sob uma tempestade de areia he he…
Amanhã já te envio a próxima crónica, é um pouco poética, mas as novidades são numa dose tão massiva que nem sei por onde pegar… Acho que se tivesse feito a viagem como tinha previsto de mochileiro, tinha sido um suicídio, as adversidades em Angola também são muitas, e é melhor andar num Land Cruiser Moderno com ar condicionado a ouvir som alto numa aparelhagem digna de uma discoteca.

——————————————————

Fotografia descartável n.º 3:

UM PALCO GIGANTE DE TRAGÉDIA E COMÉDIA

Passam hoje cem dias que cheguei aqui ao país das maravilhas e por vezes a sensação é que não passaram ainda cem horas. Talvez por culpa desta mania de procurar exotismo em tudo.

Angola tem um jeito muito próprio de ser. Tanto nas casas ricas perfumadas de Moët & Chandom, como nos musseques de adobe, há sempre um sorriso e uma vontade grande de nos fazer sentir bem. Quando por aqui cheguei, mal dormia com o desejo, quase egoísmo de ver, reparar, consumir, registar, escrever e ouvir. Passando uns tempos interrogava-me como é que continuava a não entender este meio. Percebi que a única forma de o entender é participar, é ser parte integrante dele. A complexidade em que tudo se envolve não é estática, a novidade é diária e intensa mas sempre complexa.

Passei a deixar mais vezes o caderno, a máquina de fotos e o gravador em casa, e comecei a transportar comigo somente uma vontade grande de me envolver com esta Angola profunda. Passei a olhar para tudo com naturalidade. Para se ser de Angola, não nos podemos espantar com a fenda da Tundavala nem emocionarmo-nos com as águas paradas nos olhos do menino gago que a cantar me pede pão. Para se ser de Angola, temos que acreditar que uma guerra molda um povo, uma mentalidade e uma cultura, temos que viver tudo com naturalidade e paixão.

Estou em dizer, que a anarquia que reina por cá, que ora transmite lágrimas, ora se confunde com sketches de humor negro real, é a chave do encanto desta nova Angola.

Sei que corro o risco da palermice, mas não resisto em confessar-vos que é uma delícia observar o dia-a-dia desta lua. Desde menus de restaurante com data do mês treze a moços que dançam kizombas perfeitas sem as duas pernas, tudo roça tanto a tragédia como a gargalhada.

Por vezes arrependo-me por não ter feito mais, por não ter escrito mais, mas acreditem que o encanto de Angola me ocupa todo o tempo. Dividi-me entre o mato e os centros urbanos, encantei-me na minha Imbala do Luvando com o peso do silêncio e com os cânticos ao longe de crianças tribais, percebi que não tinha herdado uma terra mas sim um povo. Na lua mais cheia da minha vida senti um fantasma que não me atormenta mas sim me tranquiliza.

Conheci personagens como o mano Jacinto, uma personagem fabulosa, só ao alcance de grandes imaginações. Uma loucura encantadora. Rezam as crónicas que mano Jacinto foi um menino de bem, jogador de futebol afamado, querido e muito bem relacionado socialmente, até ao dia que decidiu procurar mais sucesso num feiticeiro local. Conta-se que, por entre outras mezinhas, o kimbanda ordenou lhe que dormisse intimamente com a mãe e com a irmã. Mano Jeice não cumpriu com a receita do feitiço e acabou nu, a comer nos contentores das ruas do Lubango durante anos. Entretanto, uma bondosa missionária italiana que, tal como eu, conheceu e se encantou com o mano Jacinto, fez-lhe um tratamento psiquiátrico que amenizou o poder do feitiço. Continua a vaguear pelas ruas com fatos muito exóticos cheios de simbolismos, e vive no prédio 4, que é dos meus maiores fascínios aqui, um cinema colonialista inacabado, um ninho, uma fossa a céu aberto onde vivem tudo o quanto é vadios, malucos, meninos de rua, malandragem, junkies… uma verdadeira ferida.

A vida do mano Jacinto é cravar à elite “chapas” de kwanzas para ir beber cambussacos, latas de 10 ml de aguardente fermentada com o liquido das pilhas, vendida a dez kwanzas, no palco do velho e gigantesco cinema, um palco real de tragédia e comédia.

Sou amigo assumido do mano Jacinto porque ele faz um belo papel de maluco, diverte-me e tem nível, não é um enfeitiçado qualquer. No outro dia encontrei-o de manhãzinha com uma batata nas mãos. Devido à lucidez vespertina, ganhei coragem e perguntei-lhe quando é que se deixava de maluquices. Respondeu-me que um militar nunca pode abandonar a arma. No seguimento, murmurou que a sociedade já o tinha visto em figuras tão degradantes que agora mais valia ficar mesmo neste papel de loucura — homem de ombros levantados e humor afinadíssimo, loucura envolvida em lucidez, fatos de gala a partir de peças rotas e exóticas. Numa entrevista/conversa que tive com ele numa tarde húmida nas traseiras do prédio 4, surpreendi-me com a sua lucidez e humor. Já numa fase adiantada da conversa perguntei-lhe qual era para ele a diferença entre maluquice e loucura, tendo em conta que frisa muitas vezes a palavra loucura. Respondeu-me por entre uma gargalhada que ele era maluco e eu era louco… he he. Foi bom para ambos, falarmos do palco gigante que é a sua existência.

Vi um povo dividido em degraus de arestas bem vivas, vi povoações de muitas cores que se espalham pelas velhas estradas, descobri que o tom de voz das Mulatas do Rio é bastante adocicado… que a natureza se pode tocar com a mão… 

Sobretudo, percebi que sou daqui.

rua

árvore

vala

predio4

jacinto

——————————————————

Fotografia descartável n.º 2:

LUBANGO COR DE MORANGO

(…) Fiquei na dúvida qual das duas, se a Princesa ou se a Galinha, era realmente a minha Rainha Ginga…

A cidade é intensa sob céus que se abrem em vermelhos desmaiados.

O sorriso pérola das crianças enrola-se com o rosa opaco dos lábios de toda a gente. As coroas dos olhos ora são brancas, ora são sangue… Patologia ou emoção? Do interior das frutas pouco maduras que se espalham em alguidares garridos em cada esquina, soltam-se amarelos, encarnados e todas as cores das samacacas (1) das zungueiras (2). Frutas da vontade oriundas duma paisagem vestida de verde seco que muda de tom em cada quilómetro de evasão.

Os telhados ferrugentos são uma paleta de ocres que se empoleiram em paredes de cores vivas gastas pelo tempo.

Povoações saudosistas de uniformes carmins, azuis, rosas e cremes suaves… 

O esverdeado enlatado dos meninos de rua é amigo do verde aprumado da montanha que se impõe e inspira o ar egípcio das mulatas… E quando pensamos que tudo está perdido, o cinza pêssego do bairro da Lage (3) reinventa o olhar transparente do Dr. Hilário (4), que todos os dias traz à luz celeste a esperança desta Angola. 

A chuva que vai e vem pinta a Sra do Monte (5) que chora mas não critica, porque a culpa é da guerra cor de pimenta

O mostarda do velho Grande Hotel legitima o azul imperfeito dos candongueiros. Barbas brancas em peles negras transportam recordações pálidas de outros tempos, consciências envolvidas em missangas de muitas cores, que se escondem e se afogam em beijos de açúcar amarelo

Luzes psicadélicas iluminam ritmos antilhanos. Cabos de fibra óptica cruzam-se entre os olhos dos meninos e a TV proibida num arco-íris vivo que encontra a sua foz na escuridão dos fantasmas… 

Tudo isto ao ritmo de uma montra exposta aos ventos, de lingerie colorida na Praça do Tchioco (6).

E com os olhos fechados pus-me a pensar nas ruas e nas coisas sem deixar de andar, e quando levantei a cabeça vi com surpresa quem espreitava… Era ela, a princesa, personagem viva de Contos do Fantástico e do Maravilhoso… Na base desta pirâmide, saltos altos roxos impunham-se sob uma pele de chocolate fino onde se destacava a maquilhagem grenadine… Na mão esquerda o coração, na mão direita o exotismo… uma galinha viva e tranquila de pintura metalizada!! 

Entre as duas um ponto em comum: todas as cores e um olhar de passerele

Era ela, a Rainha Ginga que veio para me dar as boas vindas.

——————————————————

(1) samacacas — panos coloridos usados para cobrir o corpo

(2) zungueiras — mulheres que apregoam alto a fruta que vendem, também se pode utilizar para mulheres que gostam de dançar e de festas

(3) bairro da Lage — bairro mítico de vivendas no Lubango

(4) Dr. Hilário — cirurgião obstetra no Hospital Central, homem de grande nobreza de pensamentos

(5) Senhora do Monte — .parque natural de grande beleza encostado à serra que limita a cidade

(6) Praça do Tchioco — praça do mercado negro com milhares de vendedores

fanta

rua

ruamarelo

vista

 ——————————————————

Fotografia descartável n.º 1:

O LUBANGO É… 

…uma cidade onde se realçam a beleza natural, o equilíbrio do clima e sobretudo a alegria das pessoas – em contraste com as dificuldades inerentes a uma cidade com mais de um milhão de habitantes onde o saneamento é muito deficitário e a água e a energia eléctrica são fornecidas somente durante três horas por dia. Se por um lado não há poluição ambiental, a poluição sonora é elevadíssima devido aos milhares de geradores domésticos que trabalham dia e noite. 

candong

O trânsito é caótico e pontificado de candongueiros, os táxis daqui. São às centenas, carrinhas mal pintadas de azul, de aspecto inseguro, pejadas de gente amontoada que paga 50 kwanzas [€ 0,50] seja qual for a distância, circulam a grande velocidade, chamam-lhes “os mata povo” pelo índice altíssimo de acidentes e as consequentes mortes que causam. Viajei num e para além da potência do aparelho de som, nauseou-me o cheiro digno de um frasco de perfume verbal Süskind™.

O nível de vida é caríssimo, e as disparidades de preços gritantes, um engraxador de rua cobra o equivalente a € 0,20, com direito a um sorriso e um olhar perdido, e um litro de leite custa o equivalente a € 2,20.

Nas paredes dos edifícios degradados escorre a melancolia e a sensação de que em outros tempos alguém já foi feliz ali.

Mas no Lubango as pessoas sorriem…

A vida social é intensa, os bares enchem-se à tarde de gente que se abraça constantemente, tratam-se por “meu irmão” e à luz das velas, por entre um mar de Ngolas [a cerveja local], comovem-se facilmente. As lágrimas confundem-se com sorrisos rasgados e sente-se uma nostalgia dos tempos da guerra onde normalmente desaguam todas as conversas. São homens de aparência rude que choram facilmente, lágrimas que terminam num brinde, numa gargalhada, e por vezes num abraço fraterno.

Os adolescentes com a bata branca do colonialismo juntam-se na porta dos colégios, enquanto que os meninos de rua conduzem os seus carrinhos de lata, em passo apressado pelos passeios esburacados.

salto

Pelas ruas passeiam-se moças de corpos exóticos vestidos de nuvens, que num andar sensual fazem realçar inigualável beleza, mulheres de várias cores, com um olhar irresistível e um sorriso que mistura inocência e atrevimento. Em jeito de alegoria tenho pensado várias vezes que também Deus, quando distribuiu a beleza e a sensualidade, acampou vários meses num qualquer quintal do Lubango.

E se à noite os ritmos quentes das kizombas estimulam as “Tarrachinhas” e os corpos que a dança cola e sua, nos cantos das ruas mais escuras a cidade é dominada por fantasmas acomodados.

Na serra de Chela, no alto de uma montanha serena, um Cristo-Rei abraça e aprova toda esta mescla de alegria e tristeza.

Esta é a Nova Angola.

rosa

Anúncios

31 Respostas to “Cartas de Angola”

  1. Nenuco said

    Um grande abraço, Ruca. Parabéns e obrigado pela tua crónica. Se pedires ao Palmeira, ele é capaz de arranjar alguma coisa sobre conjutivite no Voz da Justiça.

  2. Bambi said

    BEIJO GIGANTE RUQUINHA! MANDA MAIS CRÓNICAS!

  3. Espalha Brasas said

    Não conheço o Ruca mas o meu irmão está há 4 anos em Luanda, dás umas voltas também nos arredores, e as coisas que ele me conta são iguais a esta crónica.

  4. …..Pareçe-me mais que evidente a constante e absoluta desorientaçao e infrastuturas nao existentes nesse pais tão belo…..
    A mim encanta-me o espirito e a vontade de viver dos que foram criados na “”original”” Angola e afins… E não este caos desenfriado e consumista que se constata nas pessoas que por ai deambulam ou com as quais tenho o prazer de conviver em terras Lusiatanas….
    Mas…. Angola… Será sempre Angola….

  5. Carlos Dias said

    Bom receber notícias de outros hemisférios! Olhar clínico, apaixonado, boémio, familiar. Um grande abraço irmão, deixas saudades aqui na menina e moça, à beira Tejo sonhando…

  6. …sem resposta para tais som, sem razões para tais cheiros…

    Abraço gigante ruca

  7. lena said

    como eu gostaria de estar contigo..”algures em Novembro”

    beijo

  8. Arabrab said

    Este gajo anda lá para as Áfricas todo entretido com as moças vestidas de nuvens e com as cores da terra dele e deixou a minha história a meio…
    Não dá mesmo para um tipo se meter com mangolês tugados…

    Vê lá se ao menos te agarras à história da “menina Cecília do Xerekera”

    KuendariKa

  9. Pedro said

    que viagem é essa….andas em busca de mundos perdidos
    não te estragues muito.
    aquele abraço

  10. Tchindele said

    Olá!

    Muito gosto em ler os seus poemas de saudade e riso.

    Venham mais!

  11. Filipe said

    Grande Ruca,
    Finalmente encontrei-te
    És o maior
    Continua que estás bem
    Um ABRAÇO

  12. Vai dando novidades… Sinto-te bem e por isso fico contente ;)

    Grande abraço e até breve

    José Silva

  13. Soraia said

    Oi,
    Tu connheces-me. Sabes que sou irremediavelmente apaixonada por Angola, vou ser sempre…
    Para mim as tua crónica funcionam como um “balsamo” que alivia a eterna saudade que trago no peito. Consegues captar a essência, a magia desse pais tão imensamente belo…onde fui tão feliz…
    Obrigada por partilhares a tua experiência.
    Beijinhos,
    Soraia.

  14. gostaria que estas paginas fossem vistas tambem em outras janelas tas como:

  15. Kikas said

    Meu grande maluco…
    Tenho lido tudo o que escreves, mas ainda não tinha ganhado coragem de te dizer nada. Porque me toca…
    Já que aqui estou, vou deixar-te com saudades e com este poema de Carlos Drummond de Andrade:

    “Para você ganhar belíssimo Ano Novo
    cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
    Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
    (mal vivido talvez ou sem sentido)
    para você ganhar um ano
    não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
    mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
    novo
    até no coração das coisas menos percebidas
    (a começar pelo seu interior)
    novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
    mas com ele se come, se passeia,
    se ama, se compreende, se trabalha,
    você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
    não precisa expedir nem receber mensagens
    (planta recebe mensagens?
    passa telegramas?)

    Não precisa
    fazer lista de boas intenções
    para arquivá-las na gaveta.
    Não precisa chorar arrependido
    pelas besteiras consumidas
    nem parvamente acreditar
    que por decreto de esperança
    a partir de janeiro as coisas mudem
    e seja tudo claridade, recompensa,
    justiça entre os homens e as nações,
    liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
    direitos respeitados, começando
    pelo direito augusto de viver.

    Para ganhar um Ano Novo
    que mereça este nome,
    você, meu caro, tem de merecê-lo,
    tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
    mas tente, experimente, consciente.
    É dentro de você que o Ano Novo
    cochila e espera desde sempre.”

    Um gd bjo
    Kikas

  16. Gostaria de saber se é possível obter o seu número de telefone ou se tenho de ficar assim, votado ao esquecimento e a poder apenas contar com os restantes cêntimos do cartão telefónico de cabine…

    Um dia destes apareço-te à frente e aí é que vão ser elas…

  17. Nenuco said

    Bem-vindo, Ruca. E obrigado pelas cartas.

  18. paulo said

    achei muito interessante este assunto

  19. Parabéns. fui maravilhoso ver minha terra Lubango.

  20. Akurokobia said

    Pena olharmos esse céu tão distante. Sem o sentir, divagando pela distância. Obrigado por nos permitir ver a nossa terra.

  21. alim said

    Adorei esta página e convido-vos a participar na rede de amigos de angola também que podem encontrar em http://www.mygroupx.com/

  22. jessica said

    ola adorei muitissimo suas escrituras eu diria que da forma que suavisa com palavras a hestoria de um lugar magico que e Angola… e uma terra de sonho Huila uma casa de todo angolano…LUBANGO e fantastica entre em MYGROUPX que ira adorar

  23. clara said

    obrigada Ruca por me teres feito sonhar que também estava aí tão vivas são as tuas crónicas.
    beijinho grande e até logo.

  24. clara azevedo said

    Ruca estou ansiosa e sedenta á espera de mais!!!!!
    Até setembro? Ponte Sôr.beijinhos

  25. José Leitão said

    Prezado Ruca,

    Parabens pelas suas crónicas referentes a esta cidade que me viu e a meus irmãos crescer. Foi até 75, quando de repente e sem grandes conhecimentos políticos ou mesmo vontade própria, fomos obrigados a mudar. Morávamos no bairro da Lage (Laje)e meu pai foi grande técnico que ajudou e muito para que esse país se tornasse um autònomo produtor de várias culturas, como o algodão, o café e finalmente o arroz.
    Enfim, faço votos que esta TERRA seja ainda mais próspera e que o seu povo seja digno de usufruir de tudo o que ela produz.

    Um abraço,

    José

  26. jose paulo said

    parabens so quem passou pode descrever o que esta dizendo ., trabalhei seis meses por la , ta fiche parabens

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: