Família Superstar

Domingo, 9 Setembro 2007 (23:21)

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Quando me disseram para ver a Família Superstar, pensei tratar-se de um especial sobre o casal McCann. Claro que me apercebi do equívoco assim que li no Diário de Notícias que o novo protagonista do caso Maddie era agora um canídeo americano avaliado em seis de milhões de euros (o Benfica ainda tentou entrar na corrida, mas acabou por ficar com Freddy Adu por metade do valor).
Liguei a televisão e constatei então que os responsáveis da SIC parecem estar mais equivocados do que eu. Os manos Rosado, ladeados por Clara de Sousa e Tozé Brito, trocavam impressões com um agente da PSP que tinha acabado de cantar “If or góine to São Francisco…” … Ok, os manos Rosado, à partida, constituem uma família. Superstar? No Laranjeiro, em Alcabideche e Ferreira do Zêzere, sem dúvida… A Clara de Sousa até que se ajeita bem no papel de superstar – pelo menos, os tiques não lhe faltam – , mas ainda precisa de mais um ou dois programas desta estirpe (e algumas aulas extras de ginásio também ajudavam) para deixar de ser vista como a gaja a quem o Penim meteu os palitos (pronto, o facto de ter sido com a Soraia Chaves serve de atenuante para as figuras a que jornalista se sujeita). E quanto ao Tozé Brito, das duas uma: ou anda a comer a Clara de Sousa – mas isso só por si não faz uma família – ou então o super Quarteto 1111 vai voltar à ribalta. Mas, para isso, mais valia convidar o José Cid que, pelo menos, sempre consegue encher o Maxime e o Music Box.
Então e o agente da PSP? Esse sim, irá tornar-se uma superstar na Divisão de Trânsito de Lisboa quando passar a próxima multa por excesso de velocidade e o automobilista lhe responder “Peace man, take a flower, not the money”.

Serviço Público

Segunda-feira, 20 Agosto 2007 (18:30)

Com intervalo de um dia, duas “pérolas” lapidares delapidaram a modorra do meu zapping caseiro.

1. Durante uma homilia mui católica, mas pouco cristã, um jovem pastor conduziu o rebanho nestes termos:
“Temos que deixar que Deus e a Igreja corrijam as nossas acções”

2. Durante uma conferência de imprensa mais salazarista, mas igualmente católica, um jovem pastor chamado Aníbal Cavaco Silva iluminou o rebanho nestes termos:
“É preciso aprendermos a viver com o que temos”

Sim, de facto, nesta vida, é preciso aprender a viver com todo o tipo de coisas! Não sou católico, mas como vingativo que sou, gostava de pedir a Deus (ao do Antigo Testamento, que tem mais pinta) que desse um correctivo nos directores dos três canais generalistas (e um penteado novo ao padre também era giro). Se for muito difícil, pelo menos que o Altíssimo arranje para aí um Hugo Chavez, que o problema também haveria de se resolver.

Mamas and Papas at Ericeira Beach

Domingo, 5 Agosto 2007 (12:04)

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Em directo da SIC (ou seria da TVI…se calhar, era a RTP, whatever)

REPÓRTER ESTRÁBICO
– Estamos aqui na praia da Ericeira, um dos principais destinos de férias das famílias portuguesas…

Nesse momento, passa em rodapé:
FAMÍLIAS PORTUGUESAS NA ERICEIRA

REPÓRTER ESTRÁBICO
– E aí vem uma…uma…família portuguesa (nesse momento, atravessa a ponte de acesso à praia uma jovem mãe com uma criança)

REPÓRTER ESTRÁBICO
– Bom dia…então que tal está a praia?

MÃE DE FAMÍLIA
– Está óptima…a água estava óptima…(???????? Na Ericeira??????)

REPÓRTER ESTRÁBICO
– A senhora costuma vir à praia da Ericeira?

MÃE DE FAMÍLIA
– Ai, sim, a praia é muito boa…venho sempre para Ericeira…

REPÓRTER ESTRÁBICO
– Muito obrigado e boa continuação de férias na Ericeira…É assim aqui na Ericeira, um dos locais preferidos das famílias portuguesas…E aí vem mais uma…uma família…

Nesse momento, um surfista sem família mas com prancha e fato Billabong abandona a praia

O repórter ignora o surfista, que já se preparava para enfrentar as câmaras

REPÓRTER ESTRÁBICO
– Como vemos, são muitas as famílias aqui na Ericeira…este é, sem dúvida, um dos destinos de eleição de muitas famílias portuguesas.

Fim de reportagem

DÚVIDAS PARA O PROVEDOR:

1. A água estava óptima? Na Ericeira? Ah, claro!!!

2. Se aquela senhora fosse realmente mãe, tentaria assassinar por hipotermia a sua própria filha?…Logo, aquela não era definitivamente uma família portuguesa…quando muito inglesa ou alemã.

3. E o surfista? Não tem direito a família? É órfão?

4. E, já agora, porquê a Ericeira? Então e Peniche? E a Figueira da Foz?